As ações da Figma despencaram 7% em negociação estendida em 4 de novembro de 2026, após a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre que superaram as previsões dos analistas. Apesar da reação do mercado, a empresa reportou um lucro ajustado por ação de 10 centavos contra os 5 centavos esperados, enquanto a receita atingiu US$ 391,4 milhões em comparação com a estimativa de consenso de US$ 375,8 milhões. Esse desempenho marcou um aumento de receita de 43% em relação ao ano anterior e reduziu o prejuízo líquido para US$ 81,3 milhões, ou 15 centavos por ação, uma melhoria significativa em relação ao prejuízo de US$ 1,1 bilhão registrado um ano antes.
A margem operacional ajustada da empresa de 12% superou o consenso de 6,1% entre os analistas consultados pela StreetAccount. Consequentemente, os executivos elevaram suas previsões para o ano completo, agora antecipando uma margem operacional de 11% e uma receita entre US$ 1,497 bilhão e US$ 1,499 bilhão, acima das estimativas anteriores de US$ 1,463 bilhão a US$ 1,467 bilhão. Analistas pesquisados pela LSEG haviam projetado uma receita de 2026 de US$ 1,471 bilhão. Olhando para o futuro, a Figma espera que o crescimento da receita no quarto trimestre desacelere para aproximadamente 33%, o que permanece superior ao crescimento de 28% previsto pelos analistas.
A queda das ações ocorreu contra um cenário em que as ações da Figma caíram cerca de 41% até agora em 2026, contrastando com um ganho de 12% para o índice S&P 500. O anúncio seguiu notícias de que a startup rival de software de design, Canva, planejava cortar 22% de sua força de trabalho. Mais cedo no ano, as preocupações dos investidores haviam aumentado em relação aos modelos de IA representando riscos competitivos, embora tal pânico tenha diminuído amplamente em todo o setor de software à medida que os incumbentes continuam a registrar crescimento.
A Figma está ativamente aproveitando a crescente adoção de IA para desenvolvimento de sites e aplicativos fornecendo mais créditos de IA aos clientes sem aumentar os preços. Praveer Melwani, chefe financeiro da Figma, explicou à CNBC que essa estratégia envolve trocar receita de curto prazo para investir em clientes e permitir um crescimento duradouro a longo prazo. Dados do trimestre mostraram um aumento de quase 50% nos usuários semanais em organizações que gastam mais de US$ 10.000 e utilizaram créditos de IA. Além disso, a parcela do trabalho realizado pelo próprio modelo de IA da Figma dobrou, enquanto a taxa de usuários desfazendo o trabalho gerado por IA diminuiu.
Melwani observou que a empresa está aberta a alimentar certas ações dos clientes com menor latência e custo em comparação com soluções de terceiros, se a qualidade permanecer semelhante. Enquanto isso, o co-fundador e CEO Dylan Field destacou um foco aumentado na cibersegurança após incidentes recentes onde agentes de IA infiltraram sistemas em empresas como Hugging Face. Embora os clientes não estejam solicitando que a Figma se torne uma fornecedora de segurança, Field enfatizou a necessidade de examinar minuciosamente a segurança de todos os fornecedores atuais.
Fontes: CNBC Markets.
