A Bayer planeja lançar 17 produtos agrícolas biológicos na América Latina até 2030, incluindo biopesticidas e produtos desenvolvidos para ajudar no desempenho das lavouras. Oito deles são destinados ao Brasil, informou a empresa. Atualmente, a Bayer tem mais de 40 produtos no mercado de biológicos em toda a região, incluindo três no Brasil.
Os insumos biológicos estão crescendo 14% ao ano na América Latina, em comparação com 8% no mundo, segundo dados citados no relatório. No Brasil, a receita do segmento aumentou 15% em 2025, chegando a 6,2 bilhões de reais, de acordo com a associação do setor CropLife Brasil. A Bayer não divulga dados detalhados de vendas nem sua posição no mercado do segmento.
Luis Offa, vice-presidente sênior de Proteção de Cultivos e Biológicos da Bayer na América Latina, afirmou que os lançamentos planejados têm o objetivo de fortalecer a posição da empresa em um mercado em rápido crescimento. A Bayer também anunciou a marca regional Biológicos Bayer, com o objetivo de criar uma identidade mais forte para suas ofertas.
A empresa afirma que os produtos biológicos complementam os pesticidas químicos, em vez de substituí-los. Eles incluem inseticidas, fungicidas e nematicidas biológicos, além de produtos destinados a apoiar a fisiologia das plantas ou a saúde do solo. Segundo Antônio Soares, diretor regional de Biológicos da Bayer, esses produtos podem ajudar as lavouras a controlar pragas e doenças e melhorar o desempenho quando usados juntamente com tratamentos químicos.
O primeiro produto sob a nova marca é o Curvet, com lançamento previsto para a safra de soja de 2026/27. Ele foi desenvolvido para ajudar as lavouras a aproveitar melhor o nitrogênio e o fósforo já presentes no sistema. A Bayer informou que os testes registraram um aumento médio de três sacas de soja por hectare.
A Bayer também anunciou uma parceria com a empresa brasileira IdeeLab para desenvolver um fungicida biológico contra doenças foliares da soja. A empresa afirmou que este é seu primeiro acordo desse tipo fora do Hemisfério Norte.
Em outros mercados da América Latina, os lançamentos planejados também devem ter como alvo produtores de frutas e hortaliças que abastecem mercados de exportação no Chile, no Peru e no México.
Fontes: Folha Mercado.
