O presidente francês Emmanuel Macron saudou na segunda-feira as primeiras reduções nos preços do diesel nas bombas, descrevendo as medidas do governo como soluções concretas que produzem resultados sem alterações nos impostos sobre os combustíveis.

O ministro do Comércio, Serge Papin, disse que os preços do diesel haviam caído entre 12 e 18 cêntimos de euro por litro em mais da metade dos postos de combustível do país. A redução corresponde à estimativa anunciada pelo Ministério das Finanças no fim de outubro, depois de o governo decidir liberar reservas estratégicas de combustível para aliviar os preços.

A França anunciou em outubro que 10 milhões de barris de diesel seriam liberados ao longo de três meses a preço de custo para os distribuidores. O governo disse que a medida permitiria aos consumidores beneficiar-se de preços mais baixos a partir de 1º de novembro.

Macron disse que a queda era encorajadora, mas ressaltou que os preços permaneciam altos. Ele também pediu cautela devido às contínuas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

Papin disse que os distribuidores estavam implementando a medida e que mais da metade dos postos já havia reduzido seus preços. Segundo o ministro, esses postos atendem à maioria dos consumidores franceses, podendo alcançar 80% da população.

No entanto, postos independentes reclamaram que não tiveram acesso ao combustível liberado ao mesmo tempo que os grandes varejistas e a TotalEnergies. Francis Pousse, da rede Mobilians, descreveu as diferenças de preços resultantes como inaceitáveis e disse que os compromissos do governo não correspondiam às medidas implementadas.

Papin rejeitou essa crítica, afirmando que o governo havia trabalhado com Pousse em empréstimos sem juros para ajudar os postos independentes menores a reduzir seus preços. Ele disse que esses postos poderiam baixar os preços durante a semana, mesmo que não conseguissem fazê-lo imediatamente na manhã de segunda-feira.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu também disse que a redução poderia chegar a 18 cêntimos de euro por litro ou mais, representando uma economia de cerca de 10 euros em um tanque cheio. Ele acrescentou que o Estado garantiria que o benefício da liberação dos 10 milhões de barris fosse integralmente repassado aos consumidores.

Fontes: Le Monde Économie.