O governador do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu o equilíbrio fiscal ao anunciar que o secretário estadual da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, permanecerá no cargo em seu próximo mandato. Fonteles, mencionado como possível candidato a chefiar o Ministério da Fazenda do Brasil no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez o anúncio na segunda-feira, 2 de novembro.
“Viva o equilíbrio fiscal”, escreveu Fonteles nas redes sociais, elogiando os resultados econômicos do Piauí e agradecendo a Oliveira Júnior por aceitar a renovação do mandato. Ele disse que o trabalho do secretário era importante para manter a situação fiscal do estado e, por sua vez, apoiar políticas públicas que melhoram a vida dos moradores.
A possível escolha de Fonteles para o cargo federal tornou-se um ponto de disputa entre alas do Partido dos Trabalhadores (PT). Alguns integrantes do partido destacaram a preferência de setores do mercado financeiro por Fonteles, argumentando que sua nomeação poderia levar a cortes profundos nos gastos.
Em entrevista à Folha, Fonteles disse que Lula buscaria uma agenda ambiciosa para melhorar a vida das pessoas, mantendo a responsabilidade fiscal. Ele afirmou que o presidente tentaria conciliar essas prioridades sem abrir mão dos ganhos sociais anuais. Fonteles também disse que os compromissos assumidos no fim da campanha eram compatíveis com o arcabouço fiscal e que Lula anunciaria oportunamente medidas econômicas para o próximo mandato.
A dimensão dos ajustes fiscais após a reeleição de Lula provocou divergências dentro do governo. Embora a equipe concorde em perseguir a meta fiscal central, seus integrantes divergem sobre até que ponto outras medidas devem ser adotadas para obter a aprovação do presidente.
No Piauí, Fonteles introduziu uma regra fiscal destinada a limitar o crescimento dos gastos estaduais ao longo de 10 anos. A medida foi inspirada no modelo do governo federal e veio após um aumento do déficit primário do estado nos últimos anos.
Fontes: Folha Mercado.