A Unilever planeja cortar mais €1 bilhão em custos até o fim de 2029, enquanto busca convencer os investidores de que a separação de seu negócio de alimentos dará suporte a um crescimento mais rápido. O grupo de bens de consumo anunciou a meta na terça-feira, afirmando que ela será alcançada com a redução dos custos remanescentes associados à separação, além da simplificação organizacional, da reformulação de processos e de iniciativas tecnológicas.

A empresa deve fornecer mais detalhes aos investidores em uma reunião na quarta-feira. Ela afirmou que adotará um modelo de “estratégia global, execução local”, com uma estrutura central enxuta e maior responsabilidade das equipes locais pelo desempenho. A Unilever também planeja priorizar marcas de beleza e bem-estar com crescimento mais acelerado e mercados como a Índia e os Estados Unidos.

A nova meta de economias vem após a Unilever atingir um objetivo anterior, estabelecido em 2024, de gerar €800 milhões em economias anuais até o fim de 2026.

Desde que assumiu o cargo de diretor-executivo, Fernando Fernandez concordou em combinar a divisão de alimentos da Unilever com a McCormick, fabricante de temperos, em um acordo de US$ 66 bilhões. A transação, cuja conclusão está prevista para meados do próximo ano, teve uma reação morna dos investidores quando foi anunciada em março. Desde então, Fernandez descreveu a empresa que permanecerá como mais ágil e concentrada em beleza, cuidados pessoais e cuidados com o lar.

A Unilever afirmou que espera que seus resultados de 2027 estejam alinhados com suas metas de médio prazo: crescimento anual das vendas subjacentes de 4% a 6%, crescimento do volume subjacente de pelo menos 2% e melhora moderada da margem operacional subjacente. Analistas da RBC Capital Markets disseram que as metas de vendas e volume eram desafiadoras, mas amplamente esperadas pelo mercado.

Fontes: Folha Mercado.