Sete membros-chave da OPEP+ mantiveram inalteradas as metas de produção de petróleo para dezembro, confirmando as expectativas de que o grupo não fará novos ajustes de política antes do próximo ano. A decisão foi tomada durante uma reunião online no domingo, segundo um comunicado da OPEP.
Os membros envolvidos foram Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã. Embora os produtores do Golfo tenham aumentado as exportações, a maioria ainda produz bem abaixo das suas metas, e os embarques foram interrompidos durante meses pela guerra envolvendo o Irã.
Os 21 membros da OPEP+ devem se reunir em 29 de novembro, quando analistas esperam que definam as quotas de produção para 2027. “O teste muito mais importante virá na reunião ministerial de 29 de novembro, quando a OPEP+ decidirá seu quadro de produção para 2027”, disse Jorge Leon, analista da Rystad.
Os sete produtores elevaram as metas durante boa parte de 2026 e concluíram, em setembro, a reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia. Anteriormente, haviam mantido inalteradas as metas para outubro e novembro. Um corte separado, de cerca de 2 milhões de barris por dia e que abrange a maioria dos membros, continua em vigor até o fim de 2026.
Antes de definir as metas de referência para 2027, o grupo está concluindo uma avaliação da capacidade de produção de seus membros. Fontes citadas na reportagem disseram que a avaliação deve ser concluída até meados de novembro. A guerra envolvendo o Irã interrompeu projetos de expansão de capacidade em todo o Oriente Médio, aumentando a incerteza nas estimativas de produção futura.
A próxima decisão ocorre em meio à incerteza sobre o conflito, a recuperação do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e a possibilidade de excesso de oferta caso os fluxos do Golfo voltem ao normal. A Agência Internacional de Energia e outras instituições de previsão alertaram para um possível excedente em 2027 nesse cenário. O petróleo Brent subiu mais de 2% na sexta-feira, fechando perto de US$ 118 por barril, seu nível mais alto desde abril, enquanto os operadores se preparavam para uma possível escalada do conflito após as eleições legislativas de meio de mandato dos EUA.
Fontes: Folha Mercado.