As empresas estão repensando onde instalar armazéns à medida que cresce a demanda por entregas mais rápidas e energia confiável, segundo Dan Letter, CEO da Prologis. Embora grandes instalações centralizadas continuem sendo necessárias, as empresas procuram cada vez mais construir redes de distribuição mais descentralizadas, próximas dos consumidores.
Em uma pesquisa conduzida pela Prologis com a Harris Poll, 91% dos líderes empresariais disseram que varejistas e prestadores de serviços de logística precisam urgentemente de redes mais descentralizadas para atender às expectativas de entrega. A pesquisa recebeu respostas de mais de 1.800 líderes nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha, na Índia, na China e no México.
A parcela de empresas que planejam manter sua presença global atual caiu 14 pontos percentuais em relação ao ano anterior, para 36%, constatou a pesquisa. A entrega mais rápida foi o principal motivo para mudar de localização, à medida que aumentam as expectativas dos consumidores. A prevalência da entrega no mesmo dia dobrou desde 2019, e os entrevistados classificaram a rapidez acima do preço como vantagem competitiva. Mais da metade afirmou que suas empresas estavam diversificando e regionalizando as operações, enquanto cerca de um terço estava transferindo operações para países próximos ou trazendo-as de volta ao país de origem.
Letter disse que a Prologis se concentra em propriedades situadas em grandes centros de consumo e população, incluindo submercados específicos onde as empresas podem ficar mais perto dos clientes. Acrescentou que a empresa vendeu mais de 200 milhões de pés quadrados em propriedades nos últimos 15 anos, após ouvir que esses locais não se encaixavam nos planos de longo prazo dos clientes. O portfólio da Prologis totaliza 1,3 bilhão de pés quadrados, afirmou.
A infraestrutura energética também está moldando as decisões sobre localização. Os entrevistados classificaram a confiabilidade do fornecimento de energia como o principal fator na escolha de locais para operações logísticas, e a resiliência energética é uma preocupação crescente, em parte por causa da inteligência artificial. Pouco mais de um quarto dos executivos espera que proprietários e incorporadores de imóveis industriais liderem ou financiem projetos de resiliência no local, como energia solar, armazenamento de energia e recarga de frotas.
Letter disse que a Prologis ampliou suas atividades na área de energia há cerca de cinco anos e agora gera mais de 1,4 gigawatt por meio de seus negócios de energia solar e armazenamento. A empresa também está trabalhando com clientes na eletrificação de suas frotas.
A pesquisa também apontou a IA como uma influência crescente nas cadeias de suprimentos. Os entrevistados identificaram a previsão de demanda e os sistemas de IA agêntica entre as tecnologias que provavelmente terão maior impacto nos próximos três anos. Três quartos disseram que planejam fazer grandes investimentos em IA para previsão de demanda e reposição de estoques. Letter afirmou que a Prologis está investindo junto com os clientes para entender como suas necessidades estão mudando.
Fontes: CNBC Markets.
