Um grupo de acadêmicos, representantes sindicais e autoridades do governo que assessora o Ministério do Trabalho da Espanha recomendou aumentar em 4,9% o salário mínimo legal em 2027. O aumento proposto elevaria o valor atual de €1.221 brutos por mês, pagos em 14 parcelas, para €1.281 — uma alta de €60 por mês.

A recomendação pretende preservar o poder de compra do salário mínimo, usando a taxa anual de inflação de 4,9% divulgada na estimativa preliminar de outubro de 2026. Os assessores também calcularam que um aumento menor, de 2,7%, para €1.254 por mês, elevaria o salário mínimo bruto ao nível que, segundo estimam, é necessário para que o salário líquido corresponda a 60% do salário líquido médio. Eles alertaram que esse valor menor não acompanharia os preços.

A recomendação do relatório pressupõe que o salário mínimo continue isento do imposto de renda de pessoas físicas. O governo indicou que pretende introduzir outra dedução fiscal para que quem recebe o salário mínimo não pague imposto de renda, mas não especificou quando fará isso.

A proposta é um ponto de partida para as negociações entre o governo, os sindicatos e os empregadores; ela não determina o aumento final. Os sindicatos reivindicam uma alta de 7%, enquanto os empregadores criticaram o cronograma e não apresentaram uma proposta própria para 2027. O relatório afirma que as recomendações do grupo consultivo frequentemente influenciaram a posição do Ministério do Trabalho em negociações anteriores.

O governo pretende aprovar o aumento antes das eleições de 29 de novembro, antecipando-se ao padrão habitual de definir o novo valor por volta de fevereiro. O cronograma foi criticado pela oposição e pelos empregadores. O relatório também observa que os sindicatos apresentaram outras reivindicações relacionadas a qualquer acordo, incluindo mudanças no monitoramento da jornada de trabalho e nas regras sobre como as empresas aplicam aumentos do salário mínimo aos complementos salariais já existentes.

Fontes: El País Economía.